A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu o pontapé inicial no leilão do 5G na manhã desta quinta-feira (4). Como previsto, por conta do número de empresas, os lances continuam ao longo desta sexta (5).
Foram oferecidos no certame quatro faixas de frequência: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz. Cada uma com a sua particularidade — como já mostramos antes, essas faixas, dividida em blocos de cobertura nacional e regional, funcionam como “estradas” para o tráfego de dados da rede móvel 5G.
A sessão de quinta tratou das propostas das três primeiras faixas, faltando apenas os lotes correspondentes a frequência de 26 GHz.
Por ora, a quantia levantada pelo certame foi de cerca de R$ 7,1 bilhões — a estimativa até o fim do leilão é ultrapassar a marca de R$ 50 bilhões.
Confira abaixo um resumo da primeira sessão do leilão do 5G.
Faixa de 700 MHz ficou com a Winity II Telecom
A Winity II Telecom foi quem venceu a disputa pelo primeiro lote do leilão na faixa dos 700 MHz. Sendo assim, o Brasil contará com uma nova operadora com autorização para ofertar o 5G em todo o país.
Faixa de 3,5 GHz
As gigantes Claro, Vivo e TIM arremataram os três lotes nacionais na faixa de 3,5 GHz, considerada a frequência mais cobiçada do leilão por conta de entregar mais velocidade ao cliente final.
Os lotes regionais, por sua vez, permitem que as empresas ofereçam a tecnologia 5G apenas em regiões específicas do país
Em resumo, a empresa Sercomtel atuará na região Norte e no estado de SP.*; a Brisanet ficou com as regiões Nordeste e Centro-Oeste.*; o Consórcio 5G Sul vai operar na região Sul; a Cloud2U nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais*; por fim, a Algar Telecom, vai atuar em localidades dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo.
*Com exceções previstas nas regras do edital
Lembrando que a faixa de 3,5 GHz possui capacidade de transmissão de dados em altíssima velocidade. Por isso, é a frequência mais usada para o 5G.
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Faixa de 2,3 GHz
Na faixa de 2,3 GHz, uma das regras previstas pela Anatel é oferecer a cobertura da rede 4G em regiões urbanas que ainda não têm acesso à tecnologia (95% dos municípios com menos de 30 mil habitantes)
A Claro, ficou com os lotes das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul e no estado de São Paulo; a Brisanet, vai atuar na região Nordeste; Vivo ficou com os estados de RJ, ES e MG; por fim, a Algar Telecom atuará no Sul de Minas e em localidades dos estados de GO, MT e SP.
Por fim, a sessão também incluiu outros lotes regionais na faixa de 2,3 GHz com menor espectro, o que significa que a facilidade para transmitir e a qualidade da transmissão de dados. A distribuição desses lotes foi:
A Vivo atuará nas regiões Norte, Centro-Oeste e no estado de São Paulo, enquanto a Tim ficou com a região Sul e os estados do Rio, Espírito Santo e Minas Gerais.
Faixa de 26GHz
Para a sessão desta sexta (5), sobraram os lotes da faixa de 26 GHz. Confira abaixo como ficou o certame da frequência.
O primeiro nacional do tipo G (G1) é no espectro de 200 Mhz. Seu compromisso é a conectividade nas escolas. A Claro arrematou o lote por R$ 52,825 milhões. A operadora também ficou com o lote G2. Os lotes G3, G4 e G5 ficaram com a Vivo por R$ 52,824 milhões cada.
Os lotes do tipo H são os de alcance regional. O primeiro a receber propostas foi o H19, referente à região Sul. A Tim ficou com o lote por R$ 8 milhões e também arrematou o H25, referente aos estados do RJ, ES e MG, e o H31 por R$ 11 e R$ 12 milhões, respectivamente.
Para entender as diferenças entre as gerações das tecnologias de rede móvel acesse este especial aqui.
Créditos da imagem principal: Dilok Klaisataporn/Shutterstock
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